10/09
10h
Debates | Diálogos

Narrativas interativas e imersivas e cocriação

Com Julia Salles e André Paz. Mediação Ana Cunha e Rejane Nóbrega

Apresentação e debate sobre a direção artística da Ocupação Refúgio pela perspectiva da cocriação em narrativas interativas e imersivas, intensivas em ciência, humanidades e tecnologias. O uso de tecnologias como a realidade virtual e aumentada, associado à cocriação, identidade e território.

Assista a mesa de abertura!

A Ocupação Refúgio está oficialmente aberta 

A mesa de abertura foi um grande convite ao público para adentrar e também ocupar esse espaço de criação artística, proposto como um mecanismo de construção de pensamento sobre os diferentes sentidos da palavra “refúgio”. O projeto reverbera e destaca a importância da arte ao longo desse período de pandemia e tudo foi feito a partir de pesquisas e em processos de cocriação, com tecnologia, ciências e humanidades. O evento Narrativas interativas e imersivas e cocriação foi transmitido pelo canal do YouTube do Sesc Rio e teve as participações de André Paz e Julia Salles, além da mediação de Ana Cunha e Rejane Nóbrega.

Dê play no vídeo e confira a conversa completa.  

Após as falas inaugurais das mediadoras, André Paz, diretor artístico da Ocupação Refúgio, apresentou um pouco dos conceitos que são a base do projeto. Falou sobre o documentário interativo - que traz uma inovação cultural com diferentes formas de representação e engajamento do público e da equipe. Destacou que, por trás das interfaces desse processo criativo, uma prática fundamental é a da cocriação, prática que nasce do encontro e incorpora diferentes grupos e vozes como sujeitos da feitura e do desenvolvimento do projeto.

Além de apresentar algumas das ideias que constituem a Ocupação, André também simulou uma visita ao Sesc Quitandinha, mostrando como estarão as instalações Irifi: estrelas do deserto e Quarentena: como será o amanhã e a mostra Corona Bug com os seus seis projetos. Sobre isso, ele disse que “essa cúpula pode ser mais do que um refúgio temporário do nosso mundo atual. A gente acha que nessas experiências, as pessoas podem encontrar povos, pessoas que vivem condições análogas às nossas, realidades que nos dizem respeito e, nesse sentido, a gente pode desencadear uma experiência de um deslocamento como esforço criativo de reelaborar as nossas relações com o outro e consigo mesmo”.

Julia Salles apresentou as ideias de mídias imersivas e cocriação e como elas funcionam na prática, a partir do projeto Territórios, memórias e diálogos interculturais. Ele se deu no Canadá e no Brasil - tendo um núcleo em Petrópolis e outro em uma comunidade Guarani em Maricá. A ideia era trabalhar a construção de curtas com o ponto de vista de jovens sobre os seus territórios, valorizando a prática autonarrativa com o uso de tecnologias imersivas. Através das práticas de cocriação, o processo se desloca de “fazer sobre” para “fazer com”, recontextualizando questões éticas sobre quem cria, como e porquê. Houve uma formação para que os jovens pudessem fazer os próprios vídeos - dar voz é uma prática de cocriação. Também foi uma forma de pensar no território como algo que não está parado no tempo, sobre a identidade relacionada a esse território e sobre como falar do território estando isolado na pandemia.

Por fim, ambos responderam a perguntas das mediadoras e do público sobre os desafios da Ocupação, sobre como os repertórios dos diferentes territórios impactam nos processos criativos, e também sobre a cocriação relacionada às tecnologias interativas imersivas e o Brasil.